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Vulnerabilidades PHP2Shell estão sendo exploradas ativamente em campanhas fracassadas do botnet Mirai

Atacantes estão explorando falhas críticas do PHP, CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, para implantar o malware Mirai. Correções já estão disponíveis nas principais distribuições Linux.

TL;DR

  • Atores maliciosos estão explorando as vulnerabilidades PHP2Shell (CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619) em tentativas de infectar sistemas com a variante Potássio do Mirai.
  • Ambas as vulnerabilidades têm pontuação CVSS de 9,2 e permitem execução remota de código sem autenticação.
  • O Ubuntu disponibilizou atualizações de segurança em múltiplas versões LTS, incluindo desde 14.04 até 26.10.
  • Até agora, a exploração parece ter tido pouco sucesso devido à complexidade ou fatores ambientais.
  • Organizações que executam aplicações web baseadas em PHP devem aplicar imediatamente os patches disponíveis.

Atores de ameaças cibernéticas estão tentando ativamente explorar duas vulnerabilidades críticas no PHP identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619. Essas falhas, coletivamente conhecidas como PHP2Shell, permitem execução remota de código sem autenticação e estão sendo utilizadas em campanhas para comprometer servidores com uma variante do botnet Mirai chamada Potássio. Apesar da varredura generalizada e das tentativas de exploração, relatórios sugerem que os atacantes enfrentam dificuldades ao transformar essas vulnerabilidades em armas eficazes.

Advisories de segurança confirmam que ambos os bugs representam um risco significativo, com pontuações CVSS de 9,2. A primeira vulnerabilidade está relacionada ao tratamento inadequado da memória durante o processamento de requisições, enquanto a segunda envolve o gerenciamento incorreto dos estados internos de solicitações entre workers reutilizados. Uma exploração bem-sucedida poderia permitir controle total do sistema por invasores remotos sem necessidade de autenticação.

Detalhes das Vulnerabilidades

  • CVE-2026-109618 afeta o gerenciamento de memória do PHP ao processar requisições, podendo levar à execução arbitrária de código.
  • CVE-2026-109619 impacta a forma como o PHP lida com os estados internos de requisições através dos processos worker, criando uma via semelhante para exploração remota.
  • Ambos os problemas não exigem autenticação e afetam todas as implantações principais do PHP, exceto quando corrigidas.
  • Elas possuem uma classificação combinada de severidade CVSS de 9,2, indicando risco crítico.

Disponibilidade de Patches

  • O Ubuntu lançou atualizações por meio do USN-8948-2 cobrindo versões desde o Ubuntu 14.04 LTS até 26.10.
  • O patch anterior USN-8948-1 abordou o problema para Ubuntu 22.04, 24.04, 26.04 e 26.10.
  • Organizações usando versões mais antigas do Ubuntu LTS devem atualizar para mitigar exposição.
  • Administradores de sistemas que gerenciam instalações do PHP fora dos repositórios padrão devem consultar avisos dos fornecedores ou patches upstream.

Fontes

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