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Hackers de língua chinesa atacam governos da Ásia Central

Um possível ator de ameaça de língua chinesa lançou ciberataques contra entidades governamentais e de infraestrutura crítica em toda a Ásia Central desde o início de 2025. Essas operações utilizam ferramentas de malware personalizadas como OctLurk e SilkLurk.

TL;DR

  • Ataques começaram em janeiro de 2025, com foco em governos da Ásia Central e Síria.
  • Setores impactados incluem saúde, pesquisa e administração pública.
  • Atacantes usam ferramentas avançadas de malware: OctLurk e SilkLurk.
  • Alvos estão localizados principalmente no Afeganistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Uzbequistão e Cazaquistão.
  • A campanha evidencia ameaças cibernéticas ligadas a Estados que ameaçam a estabilidade regional.

Analistas de cibersegurança identificaram uma campanha coordenada de intrusões cibernéticas atribuídas a um ator de ameaça de língua chinesa. Desde janeiro de 2025, o grupo tem se concentrado em violar instituições governamentais e infraestrutura-chave em toda a Ásia Central.

Os alvos abrangem múltiplos setores sensíveis, incluindo saúde, pesquisa acadêmica e governança pública. Os países afetados incluem Afeganistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Uzbequistão, Cazaquistão e a República Árabe Síria. Esta atividade destaca a natureza persistente das ameaças cibernéticas ligadas a Estados em regiões geopoliticamente significativas.

Arsenal de Malware e Táticas

  • Os atacantes utilizam duas famílias principais de malware: OctLurk e SilkLurk.
  • O OctLurk funciona como um backdoor, permitindo acesso remoto e exfiltração de dados.
  • O SilkLurk atua como um ladrão de informações, focando na coleta de credenciais e reconhecimento do sistema.
  • Ambas as ferramentas demonstram técnicas avançadas de evasão para contornar defesas de endpoints.
  • Os vetores de acesso inicial provavelmente envolvem e-mails de spear-phishing direcionados a pessoal governamental.

Regiões e Setores Impactados

  • A maioria dos ataques foi concentrada em países da Ásia Central, incluindo Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão.
  • Organizações de saúde foram alvo, sugerindo possível coleta de inteligência sobre a infraestrutura de saúde regional.
  • Instituições de pesquisa comprometidas, possivelmente visando roubar dados acadêmicos ou tecnológicos.
  • Escritórios governamentais violados em vários ministérios e órgãos administrativos.
  • A República Árabe Síria também foi identificada como uma região-alvo secundária.

Fontes

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